Se alguém me pergunta..que andar fazerdo...seria essa a minha resposta. Nada.
Após uma semana de cama, com uma infecção básica na garganta que me deu febre de quase quarenta graus, voltei aos poucos à lida. Tava mei que mixurú, pra baixo...coisa de quem teve doente. Li então a noticia do fechamento do meu antigo colégio - Colégio Batista Alagoano. Deu uma dor terrível. Marido me diz, é só um prédio. Não é, minha melhores lembrança de adolescência estão ali naquele monumental colégio. A secretaria e administração funcionam num casarão com mais de 100 anos, levando em conta que o governo do meu Estado tem uma falta de respeito extraordinária com os aspectos históricos, não sei se a casa do antigo Sítio será demolida, mas não só um pedaço da história do bairro do Farol, mas tbm da minha vida. O Colégio completaria 93 anos de idade. Fundado em 1919 pela Igreja Batista teve como estudantes nomes ilustres. Mas, um dos maiores nomes da escola foi o professor Petrônio Viana. Era dentista de profissão e começou a ensinar lá antes dos 20, e continuou. quando estudei lá ele já tinha mais de 60 anos e mais de 40 de ensino. Ele dizia que ele ficava lá pq ele amava ensinar e a escola não coloca ele pra fora pq não poderia pagar a indenização, eles teriam que vender metade do colégio pra isso. Ele tinha até decidido que se isso acontecesse negociaria tomar conta da parte que a gente chamava de "mercado", pq era um galpão com salas de aula, que ele transfomaria numa feira, tipo sacolão! Ele era fácil de ser encontrado no Império do Chopp em frente a igreja de Nossa Sra do Livramento, no centro.
O colégio apesar de ser Batista aceitava todos, se não ouvesse fortes razões, todos teriam que participar das lecções que aconteciam no auditorio, onde eram cantadas músicas de cunho religioso e começavamos o dia com uma pregação. Parece chato, mas as músicas eram alegres e os estudantes tocavam e cantavam junto por conta da vibração contagiante. Até hj tenho muitas das melodias e pedaços das letras gravados na memória. Abri uma página no Facebook para os ex-alunos de encontraram ..no final..são vários anos de ensino. E aqui fica a música que os alunos de várias gerações elegeram como hino das amizades que conquistamos por lá:
http://www.youtube.com/watch?v=a1-y2DSX1Kg
Uma palavra bonita, já quase esquecida me fez despertar,
contendo sete letrinhas e todas juntinhas se lê cativar.
Cativar é amar,
é também carregar um pouquinho da dor que alguém tem pra levar.
Cativou, diz alguém, laços fortes criou,
responsável é você pelo que cativou.
No deserto tão só, entre homens de bem, vou tentar cativar,
viver perto de alguém.
Cativou, diz alguém, laços fortes criou, responsável é você pelo que cativou.
Texto simples, pra uma época complexa de alegrias simples e muitos sonhos. Com gente que não está mais entre nós.
Jean, Fred, Stela, Júlia, Renata a vcs que não estão mais aqui...muitas lembranças boas.
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terça-feira, agosto 09, 2011
domingo, junho 19, 2011
Saudades loucas da minha mãe agora.
A Alice dividiu um video no Facebook, e eu comecei a navegar e sentir saudades da minha infância. Minha mãe e minha tia (que tinha até então todos os LP's do Roberto Carlos), e elas ouviam, ouviam. Eu acho o Roberto Carlos até os anos 70 ótimo, depois ficou meloso demais. Salvo é claro..algumas canções. Porém, no geral na minha opinião ficou a mesma coisa. Ai me deparei com essa música, e nào segurei as lágrimas...minha mãe cantava essa música todos os dias pela manhã na cozinha. Meu quarto tinha a porta pra lá, e eu ouvia-a cantando e essa ficou na minha memória. Não que eu ache uma obra de arte.
Tem uma coisa engraçada sobre a minha mãe, ela é ou era fã do Jerry Adriani. Uma vez ela foi visitar minha tia em São Paulo e fui ao um show dele...foi a primeira vez que ela ficou perto dele. Essa mulher falou meses nisso. Acontece que menos de um ano depois ele fez um show em uma casa de espetaculos bem perto da nossa casa e ela teve um treco e meu pai foi lá a contra-gosto e comprou os ingressos. O que ele não sabia foi que a mesa era bem na frente. Ela ficou bem pertinho do ídolo dela, pra êxtase da mulher..o Jerry Adriani a reconheceu, pense numa groupy. Não e meu nome tem nada a ver com o Adriani, minha prima que teria a mesma idade que eu nasceu e morreu poucos dias depois, minha tia quando me viu me achou parecida com ela e pediu pra minha mãe pelo menos pra manter o nome da filha vivo. E assim me tornei Adriana, em homenagem a minha prima.
Carai...hj tá fodaço não sentir saudades. Merda de tempo cinza.
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quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Essa fase acabou. Leliestraat, o meu quadro vivo, já não é mais meu endereço!
8 anos morando no Leliestraat 70, lá onde tinha a vista mais linda da janela que eu poderia sonhar. Foi lá que o meu filho nasceu. Aguentamos 8 invernos sem aquecimento central, até esse último. Não estava mais dando, sofrimento pra tomar banho, pra ir ao banheiro..pra lavar a louça. Nos últimos dois meses com a temperatura abaixo de zero foi de chorar. Tiago se recusava a tomar banho, vivia com o nariz entupido sem estar resfriado.
Hoje dia em que mudamos nosso endereço no "Gemeent", entrei no apartamento vazio pela primeira vez. Senti um aperto no coração, as lágrimas rolaram quando o Adriaan perguntou o que eu achava, não se enganem to feliz por sair de lá. Mas, sinto imensamente que o prédio será derrubado. Daqui a pouco eu não vou poder mostrar a meu filho onde ele nasceu. Sei , lá. Não é importante, acho eu. É legal só isso. E também entendo, o prédio é feio pra caramba e financeiramente falando é mais negócio derrubar que renovar. No sábado, pela primeira vez limpei a minha porta cheia de neve. Usei uma vassoura pq não tenho ainda uma pá especial. Minha vizinha, de quem falo depois, me ofereceu a dela e pouco mais de 1 quilo de sal pra jogar na calçada. Então me dei conta de como sinto saudades disso, da vizinhança ao meu redor. Na minha infância tinha a Dona Pipi (nunca soube o nome dela), varrendo a calçada às seis da manha. Me via de uniforme e mochila e perguntava se eu estava indo para a escola. Dona Vitória sentada à porta nos fins de tarde. A meninada brincando em frente de casa. Depois, os velhos morrendo, os filhos foram vendendo as casas, que foram derrubadas e se foi construindo prédios comerciais nos lugar. E aos poucos fomos os últimos a ficar. A rua a noite passou a ser esquisita, escura e só com o movimento da escola municipal em frente.
Enquanto eu empurrava a neve com uma vassoura, juntou alguns vizinhos que faziam o mesmo e se puseram a conversar. Me senti tão bem. Meus vizinhos são bem legais, moro no entre uma senhora aposentada que vive aqui há 35 anos e um senhor de 81 que está aqui há 30. Ela, assim que viemos ver a casa não oficialmente, logo convidou o Aad para entrar e olhar a dela por dentro. Pra ele ter uma ideia de como era a nossa. O velhinho toda vez que passa na porta dá tchauzinho. Uma vez meu sogro abriu a porta ele emburacou, convidei pra olhar o andar de baixo. 
Ele ficou abismado com o que foi feito em termos de renovação do prédio, pela empresa que aluga. Nos elogiou e convidou o Tiago pra depois olhar os peixinhos na casa dele.
Enfim, hj foi a última vez que eu entrei no apartamento. Agora é terminar a arrumação aqui, continuar com o restante dos meus projetinhos, aproveitar o MEU zolder, que vai virar o big projeto, quarto de hóspedes/quarto de trabalhos manuais da Adriana. Minha máquina de costura antiga, comprada numa feirinha de quinquilharias por apenas 25 euros já foi lá pra cima. Vai ganhar lugar de destaque em cima da mesa de fórmica setentista que foi deixada pela familia do senhor que morou aqui. Sem problemas, gosto de vintage.
Agora é virar a página e quando der saudades, passear pelo Google maps, olhar o Aad na janela do apartamento, e fazer um quadro com as fotos mais bonitas da paisagem das nossas janelas, lá do Leliestraat.
O cachorro é um caso aparte. O Mowgli não está se adaptando. Na primeira oportunidade ele escapa e fica tentando entrar no carro. Nesse dias que o Aad estava trazendo a tranqueira o carro ficava com a porta aberta e ele entrava. Não tinha biscoito que o fizesse sair de lá. Só pegando na coleira e arrastando. Tô com pena dele, ainda não se situou e toda noite se a grade pra escada não estiver no lugar, pode contar que ele vai subir e ficar na porta do nosso quarto. hj de manhã ele estava na escada se assustou e tentou correr, terminou se estabacando escada abaixo.
P.S - Ana Paula, tem uma porta da cozinha pra sala de jantar/estar. A porta do corredor é fácil, mas com tanta porta perdia espaço na cozinha e no hall não tinha onde colocar o cabide de casacos. Por isso ela foi fechada! Do lado da cozinha eu coloquei uma mesinha, com laterais que dobram, contra a porta e agora pra tomar um lanche sem precisar desarumar a sala de jantar ou mesmo usar como aparador. Coloco fotos depois quando tudo estiver arrumado.
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sábado, julho 18, 2009
E quando falo de saudades...
...minha prima me vem com essas fotos do passado




Meu irmão Aldenixon (não me pergunte de onde tiraram esse nome), minha irmã Anne e eu. Desfile de 7 de setembro
O Alex só nasceu uns 3, 4 anos depois dessa foto!


Nós três atrás de casa
Acho que isto foi na festa de aniversário de casamento dos meus pais, 7 anos de casados. Se me lembro bem! Eu tenho a mesma cara que o Tiago nesse momento!

